Fazer é fundamental. Discutir soluções e planejar é importante, mas o que deixamos como legado é o fruto de nossas ações. Presidimos a 87ª Subseção da OAB, em Bebedouro, por três mandatos, no biênio 1987/88, no triênio 1989/91 e, após um período fora, no triênio 1998/2000. Este último período foi, mais uma vez, marcado por várias obras.

Ampliamos a Casa do Advogado, que passou a ter área para festas e convivência mais ampla a moderna. Revitalizamos as salas da OAB nas comarcas de Viradouro e Pitangueiras, que fazem parte de nossa subseção. Inserimos, nas novas instalações da Delegacia da Defesa da Mulher, para a qual conseguimos doação de todo o mobiliário, uma sala para os advogados darem atendimento às mulheres ofendidas. Mantivemos um programa de palestras, sempre concorridas, recebendo em média 10 juristas ilustres por ano para compartilhar conhecimento e experiência com os advogados de nossa região. E participamos de todos eventos em que a OAB deveria estar presente.

Era um tempo diferente do atual. Exigia frequentes deslocamentos. Para uma reunião com o presidente da Seccional da OAB na cidade de São Paulo, gastávamos cerca de 10 horas viajando de carro entre Bebedouro e a capital, sempre com a companhia e o apoio incansável de nosso vice-presidente, o notável advogado Milton Camilo Caputo, falecido no ano passado. Com os modernos meios de comunicação remota de hoje, investiríamos só o tempo necessário para as discussões, sem precisar sair do escritório. Vivemos assim um tempo novo, de menos movimentação, mas com mais ação.

Porém, independentemente das peculiaridades de cada período, feitos como os citados valem pelos princípios em que se alicerçaram. A OAB é uma organização com alma, propósito. Mais do que representar a classe jurídica, busca valorizá-la, cumprindo um alto papel na defesa da Constituição e dos direitos humanos. Foram esses princípios que nos inspiraram, e continuam a inspirar porque são permanentes.

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