Em setembro, Daniel Souza, especialista em cooperativas e advogado do Reis Advogados, publicou no portal Migalhas o artigo “Produtor preparado para crédito do Plano Safra colhe segurança jurídica”, em que analisa o Plano Safra 2025/2026 do ponto de vista dos produtores rurais.
Souza observa que a ausência recente de eventos climáticos graves traz algum alívio, mas não elimina os riscos. As taxas de juros, que podem chegar a 14% ao ano em algumas linhas, somadas à volatilidade das commodities e ao encarecimento de insumos, pressionam o caixa e aumentam a chance de inadimplência. Assim, contratar crédito não deve ser decisão automática ou baseada apenas em expectativa de produção.
Ele destaca ainda a ampliação do Pronamp, que passa a abranger produtores com renda anual de até R$ 3,5 milhões. A mudança amplia o acesso a taxas subsidiadas, mas reforça a necessidade de planejamento financeiro e jurídico. Cada contrato, afirma, deve considerar custos, produtividade, histórico da propriedade e possíveis mudanças de cenário.
O especialista do Reis Advogados conclui que a assessoria técnica e jurídica deve ser buscada desde o início da tomada de crédito. Em um ambiente marcado por instabilidade política, ano eleitoral e tensões internacionais, planejamento deixa de ser diferencial e se torna condição para garantir segurança jurídica e sustentabilidade no campo.